2006/08/03

"Self-hating Jew"

"The trouble with you, Blumert, is that you’re a self-hating Jew," a neocon once shouted at me. And that was before the hysteria of this latest war on Lebanon, with the neocons hating and smearing anyone who doesn’t conform.

Dislike the war on Iraq, the war on Afghanistan, the war on Lebanon, or the planned wars on Syria and Iran? Oppose our accompanying police-warfare-welfare-propaganda state? Why, you must be a bigot.

"The only Jews I hate are you warmongers," I told the guy. "You want to connect Jewishness to killing and destruction. Talk about anti-Semitism!"(...)

Murray Rothbard always said that the most important issue is war. Not only does war spread mass death and destruction in the name of glory and national greatness, it is big government’s best friend.

As Murray’s teacher, Ludwig von Mises, noted: a just war justly waged (let me know when you see one) is even bad for the victor, as that government grows, and fastens its talons more deeply in its own people.

Who is war good for? The undertaker, said Mises. And, of course, those weapons makers and their wholly owned media. They love war.

In our own country’s history, every war has brought us a bigger, more tyrannical government. In the tradition of Lincoln, Wilson, and FDR – with Bush’s "war on terror," we see the police state and presidential dictatorship accelerating, not to speak of empire.

War corrodes the culture – just take a look at the businesses that surround any military base. It gives us more spending, deficits, taxes, regulations, and inflation. It promotes spying, torture, and gulags. It glorifies boobish politicians. It boosts socialism and belligerent nationalism. It suppresses free enterprise. It erodes private life and private loyalties. It excuses aggression. It promotes the draft, which is military slavery. It kills our young men and women. It’s a total disaster. (...)" ‘The Trouble With You, Blumert’ by Burton S. Blumert
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REPRESSÃO EM CUBA.

‘O calor da Primavera’, de Raúl Rivero

«No autocarro que nos levava para a prisão, uma manhã de Abril de 2003, perguntei ao poeta e jornalista Ricardo González Alfonso qual havia sido para ele o momento mais duro durante o fulminante processo que nos condenou a passar 20 anos na prisão por escrever e dar opiniões no país em que nascemos. ‘A noite em que puseram na minha cela o rapaz que iam fuzilar no dia seguinte’, disse-me, e meteu a cabeça entre as mãos, muito juntas por obra e graça das algemas. Muito juntas, como se fosse começar a rezar. ‘O que é que lhe disseste, de que é que falaram essa noite?’Fiquei calado, não falamos de quase nada. Ele era um homem sem crenças religiosas e iam matá-lo ao amanhecer. O que é que lhe podia dizer? Creio que, quando o foram buscar e ele se levantou do beliche, senti que algo de mim ia com ele. É assim, a vida. O azar ou a ambição e a maldade de um ditador levam-te a lugares que não queres, em viagens reais ou sonhadas.Este sábado [18 de Março], eu, que sou só um homem livre devido à Espanha e por vontade de muitos homens livres no mundo, viajo às prisões onde 60 amigos meus, 25 deles jornalistas, estão há 36 meses fechados a cadeado apenas porque a sua maneira de ver o mundo (o seu mundo) não coincide com a do Governo que Cuba tem desde os anos 50 do século passado. Fazem hoje três anos que aconteceu ali a Primavera Negra e continuam obscuros e nocturnos os Verões e os leves Invernos, e o Outono, desapercebidos.Lá estão Ricardo González e Pedro Pablo Alvarez, no Combinado do Leste, de Havana, empenhados em escrever poemas atrás do ferro das grades pintadas com alcatrão. Lá estão Luís Milán e José Rámon Castillo, a rabiscar sonetos na prisão de Santiago de Cuba, e Normando Hernández e Horácio Piña, na de Pinar del Rio, doentes, amontoados, em perigo. No centro do país, próximo de Varadero, com os seus 22 quilómetros de espuma e água azul, Ariel Sigler Amaya, condenado a 25 anos, mas mais atormentado por a sua mãe, uma anciã octogenária, ter a casa cercada por turbas governamentais que a insultam [os chamados ‘actos de repúdio’, frequentes nos anos 80, agora de regresso]. Lá estou, com todos eles, hoje e até ao dia em que chegue a liberdade.»

www.riapa.pt.to
 
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